Textos


Ciclos XXXII
 
Renascerão, no meu cerrado, as flores,
saudando as fracas chuvas passageiras
(após queimadas tantas, as primeiras)
que, do chão seco, arrancam seus olores.
 
E se abrirão alegres, multicores,
as pequeninas flores, altaneiras,
no chão crestado e duro das clareiras
fertilizado pelas próprias dores.
 
Aqui e ali irão nascer, por certo,
(há séculos renascem das sementes)
deixando a relva alegre, colorida.
 
E, feito oásis fértil no deserto,
alegrarão os dias inclementes
que passam, como passa a própria vida.
 
Brasília, 18 de Julho de 2012.

Livro: CICLOS, 56
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 18/07/2012
Alterado em 10/09/2020
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