


FIOS DA HISTÓRIA
Às margens do destino, a história se reescreve,
transforma sempre a vida: o sonho e a dor permeia,
de frágil tessitura e breve feito a neve,
refém será do tempo e sua densa teia.
Na página do fim renasce e ali se inscreve,
registra o que há de novo, inspira-se à mancheia,
traspassa as ilusões, também o estado leve
de quem cultiva o amor e a luz da paz granjeia.
Se escrita em sangue e dor ou sobre riso escrita,
desvela a trama oculta e a voz que nela habita,
para expandi-la aos céus vitais do pensamento.
O tempo tudo tece, os ciclos e a memória,
e assim persiste a lei, verdade nunca inglória:
nós somos parte, então, do cosmo em movimento.
Edir Pina de Barros
Cadeira n. 6 – Cecilia Meireles
Geisa Alves
Cadeira n. 23 – Álvares de Azevedo
Academia Brasileira de Sonetistas (Abrasso)