


FLOR DE COBRE
*Com rigor, pelo cobre, a flor mais delicada*
eu forjo com esmero e esse fazer abraço...
sou artesã do belo e sigo sem cansaço
a lapidar a escrita em forma consagrada.
Prossigo em meu fazer, do jeito que me agrada,
se precisar, porém, desmancho, sim, refaço,
sempre a buscar a rima, o ritmo, o bom compasso,
dentro da tradição, em séculos forjada.
Entre rigor e amor exprime-se a mensagem...
Suor, inspiração e júbilo interagem
na busca atemporal da graça de um soneto.
No verso que me apraz, a lágrima depuro,
encontro no labor o gozo inato e puro...
E a um poema superior tecer me comprometo.
Marcelo Diniz (mote)
Edir Pina de Barros (quartetos)
Geisa Alves (tercetos)