Esfinge
Teu corpo me encoraja e desafia
a mergulhar em íntimos anseios,
camelos que cavalgam sem arreios
nas dunas da paixão, sem freios, guia.
Teu corpo, inexplorada geografia,
provoca em mim delírios, devaneios,
desejos, de volúpias sempre cheios,
que teu desdém sufoca, silencia.
Um mundo indevassável, com templários
em cada canto, com cuidados vários,
mantêm-me bem distante, embora perto.
Quisera, sim, romper teus véus e mantos
ó, esfinge, de mistérios tantos, tantos...
E ser teu fresco oásis no deserto.
Edir Pina de Barros