Textos


Reflexões
Edir Pina de Barros

O Homem nasceu sem ter maldade alguma,
desnudo de paixão, de inveja e pejo,
movido pela força do desejo,
do instinto que recria a vida, em suma.

 
E do ódio não sentia o fardo e a bruma,
- o imenso ódio que no mundo eu vejo –
não tinha para a guerra esse traquejo
que em todo canto viça e se avoluma.

Mas onde se perdeu a humanidade?
Nas brenhas da cobiça? Da vaidade?
Será que o fim, aos poucos, se avizinha?

Que cada qual propale à sua prole
que a boca desse ódio a tudo engole
até o coração no qual se aninha.

Lira insana, 2016: pg. 47
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 03/02/2016
Alterado em 16/12/2016
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