PERFÍDIA
José Edward Guedes & Edir Pina de Barros
Pois é, seu fingimento é que me mata,
às vezes me pergunto como aturo;
viver nesse tormento é jogo duro,
não sei nem saberei como se trata
um ser assim mesquinho e tão dobrez
que lança só maldade em toda parte.
Queria lhe dizer com fé, com arte,
que a infelicidade vai ter vez
nesse seu coração em que a perfídia
há de escavar um fosso de amargura,
onde, só, beberá do seu veneno.
Então há de sentir, de mim, invídia,
enquanto eu beberei da água pura
distante do seu mundo vil, pequeno!
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 06/07/2012
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