Ah! Se eu pudesse!
Ah! Se eu pudesse ter-te agora junto a mim,
e acalentar com meus carinhos teu enfado,
e esvoaçar nos braços teus, ó, meu amado,
contigo iria aos céus do amor até o fim...
Quisera ter-te sem pudor, abandonado,
entre os meus braços, meus lençóis de cor carmim,
seria mais feliz se fosse mesmo assim,
o meu viver seria mais iluminado.
Ah! Se eu pudesse meu amado querubim
roubar-te-ia, sem pensar, um beijo ousado,
e sonharia o sonho teu, o mais dourado,
morrer-me-ia, sem pensar, por ti, enfim.
Mas tu a mim nem vês, nem ouves meus clamores,
enquanto aqui me morro pelos teus amores!
Brasília, 26 de Março de 2011.
Pura chama, pág. 95