Textos


Dama da noite (II)

A face jovem, por detrás do leque,
nos véus de tantos pejos se escondia,
guardava um quê de paz e de harmonia,
um jeito sedutor, porém moleque.

E tudo diz que, embora sempre peque,
a sua alma é casta e tem a luz do dia,
mantendo-se distante e fugidia
ainda que pra tantos se aboneque.

Uma menina a mais na imensa teia
da sedução, dos jogos dos desejos,
na vida, que se torna uma madrasta.
 
Mantendo-se, do amor, distante e alheia.
entrega-se à luxúria, mas com pejos,
porém não pode dar a isso um basta.
 
Brasília, 15 de Janeiro de 2011.

Livro: Cantos de Resistência, pg. 60
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 15/01/2011
Alterado em 02/08/2020
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