Destino atroz
Quanta beleza tem tu’ alma casta
por trás dos véus do terno olhar, que é puro,
louca por ti, por teus encantos, juro,
para te amar a vida não me basta.
Qual garça que revoa em céu escuro,
perdida na planura, que é tão vasta,
busco por ti na vida que se arrasta,
clamando por teu nome, que murmuro.
Mas tu jamais escutas meus clamores,
e nem sequer percebes meus penares,
perdido nas estrelas de teu céu.
O teu olhar – que é puro – encobre o véu,
e nem me vês revoando nos teus ares
buscando teus carinhos, teus amores.
Brasília, 16 de outubro de 2010.
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 16/10/2010
Alterado em 02/02/2013
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