Tristonha aurora
Não és nem mais a sombra do passado,
não tens também nenhuma galhardia...
E tu te esvaís aos poucos - quem diria?! -
no teu orgulho próprio, sufocado.
Nada restou de ti, de teu legado...
Morreu a chama que, fogosa, ardia,
nem és mais nada do que foste um dia,
e na tristeza vives mergulhado.
De que valeu o teu orgulho de antes?
Os gestos tão felinos, tão pedantes?
O teu desdém, por onde andeja agora?
Não te desejo mais, nem por instantes,
pois todo o teu encanto foi-se embora...
Apenas, vejo em ti, cinzenta aurora.
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 08/05/2010
Alterado em 25/07/2020
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