Liberta!... ( Liberdade da alma!... )
Beija-me e abraça-me a paz dessa harmonia...
Minha alma leve; volita como um passarinho,
E o som do silêncio, quão um canto de poesia,
Veste de lirismo, toda a paz do meu caminho...
E neste caminho ao absorver doces olores,
Liberto-me destas inquietações humanas...
E deixo jorrar em cascatas todas as dores,
E vejo-as então, partirem em mil caravanas...
Meu pranto escondido num sorriso, não há mais...
Morre a ilusão, desacorrentando o meu coração,
E neste momento, cinge-me a mais pura emoção...
A excelsa emoção sem disfarce, e sem réstia de ais,
Só o som poético do silêncio, e a liberdade da alma
A voejar, com esta paz harmônica, que me encalma...
Nivaldo Ferreira
Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2009
Código do texto: T1929436