Textos


Fim de tarde (I)

Adoro ver o sol se pondo lento,
quando na tarde morre sem defesa,
e jorra pelos céus o seu lamento
deixando atrás de si só luz, beleza.
 
Morrendo calmo, sem nenhum tormento,
revela a sua paz, real grandeza,
nas luzes do arrebol, sanguinolento,
asperge em tudo as marcas da pureza.
 
Quisera ser o sol no fim da tarde,
trazer em mim nobreza e muita calma
morrer de amor calada, sem alarde.
 
Quisera ter a paz que a dor espalma
partir sem sentir dor, sem ser covarde,

e ter serena aurora dentro d'alma.

Poema encaminhado para registro na Biblioteca Nacional

Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 26/03/2009
Alterado em 11/01/2013
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários