Textos


Reflexões
Edir Pina de Barros

O tempo passa tão depressa e tudo
muda. Somente a morte permanece
a mesma andeja – a vida é sua messe - 
portando alfanje imenso e tão sanhudo.
 
Dama que veste luvas de veludo
visita a todos, de ninguém se esquece,
jamais escuta súplicas ou prece,
contra seu golpe não existe escudo.
 
Apesar dela em tudo a vida medra,
em mim, em ti,  em cada vão de pedra,
cerrado, pantanal, rio, floresta.
 
O seu poder não é tão grande assim
pois não consegue à Vida por um fim
como o passar dos séculos atesta.
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 29/01/2018
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